Apoena Augusto

Para quem consegue enxergar o lado B do Marketing. E ainda se divertir com isso.

12.5.06

Babado forte

   Como se sabe tudo na vida muda para melhor ou pior, dependendo do ponto de vista. Na imprevisível área do comportamento humano o bicho está pegando e tirando o sono de pseudo-moralistas de plantão que, para infelicidade geral, não são ainda animais em extinção, embora já tenham sido bem mais perigosos para a humanidade.

   Esta abertura é para dizer que a vida das empresas que estão investindo no público-alvo mais alegre do mundinho mercadológico, os ditos GLS (ou GLBT, numa versão mais moderna), não tem do que se queixar. A Parada Gay paulista, por exemplo, já contou com alguns patrocinadores privados de peso ao longo dos últimos anos: Volkswagen, IG e Globosat, entre outros.

   Não é de admirar, pois, como mostra o primeiro censo exclusivamente GLS(!) (www.censogls.com.br), 36% dos assumidos estão por cima na pirâmide social e 47% logo abaixo, na classe B. Outros 53% têm entre 18 e 30 anos e, como era de se esperar, 64% são homens.

   Além disso, a maioria esmagadora (97%) tem pelo menos o 2º grau completo e 52% moram com pais ou parentes, o que os remete teoricamente à condição de bem instruídos e com poucas despesas pessoais.

   Por fim, 48% estão namorando ou vivendo com pessoa do mesmo sexo, ou seja, presentear o companheiro ou companheira eventualmente com um mimo caro deve ser, supõe-se, uma constante.

   É por isso que mesmo companhias mais tradicionais como Ford ou Kraft Foods nos Estados Unidos, estão se abrindo para esse mercado de alto potencial consumidor, engrossando o coro de agências de turismo, seguradoras, produtoras de eventos, marcas especializadas em moda gay e toda uma gama de grifes que endurecem a briga entre quem enxerga à frente da concorrência e não aceita ficar só chupando o dedo diante das oportunidades.

Mala direta

Pensamento

Feriado prolongado só é bom para o empregado.

Passou longe

Ao contrário do que vem sendo especulado por aí, é bom que se diga que a greve de fome de Anthony "Bolinha" Garotinho não tem absolutamente nada a ver com marketing político. Na verdade, não tem a ver com nada.

Filme broxante

José Rodrigues da Conceição, o mini "Tevez" do programa Pânico na TV, acaba de lançar um filme pornô onde mantém relações com quatro mulheres. Se for uma tentativa de provocar horror, corre o risco de entediar a platéia.

criado por apoena.augusto    0:41 — Arquivado em: Sem categoria

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