15.5.06
Infomerciais
Propaganda é como mulher em loja de calçados: uma experimentadora compulsiva.
Testa novos formatos, mídias, processos de criação, implementação e acompanhamento, enfim, pela própria natureza criativa do negócio, e para desespero dos clientes, está o tempo todo procurando se reinventar.
De alguns anos para cá, na ânsia de cumprir sua função de levar mensagens comerciais a públicos-alvo pré-definidos (e convencê-los a comprar), vê-se propaganda em qualquer lugar que disponha de um espaço ocioso, digamos: elevadores, celulares, academias de ginástica, testa(!) e, até, durante o sagrado e em tese improfanável happy hour com amigos.
Soluções de comunicação agressivas e diferentes como essas trazem resultados, porém, correm o risco de ser consideradas invasivas demais.
Por conta disso, algumas empresas, mais preocupadas em ser (e parecer) simpáticas, estão apostando em um tipo de comercial televisivo nem tão novo assim, mas que justamente por representar a antítese dos exemplos acima, passou a ser uma alternativa de mídia interessante: o infomercial.
Seja em Reality Shows ou em documentários, a mensagem da marca sempre aparece disfarçada de entretenimento. Há quem diga que "até parece propaganda". E é justamente aí que está o segredo para minimizar a rejeição. As gigantes Coca-cola, Unilever e Samsung já embarcaram na onda.
Definitivamente, os decanos 30 segundos parecem estar com os dias contados. Já não era sem tempo.
Mala direta
Heróis da resistência
Qualquer empresa com inadimplência acima de 8% já começa a ter dificuldades para ver o futuro no horizonte. Com noventa e cinco por cento, então, só não fecham as portas por conta de algum milagre contábil, que, pode esperar não dura muito tempo.
Bola murcha
Pois como foi divulgado pelos jornais recentemente, é esse o nível de inadimplência entre os sócios dos mais queridos Remo e Paysandu. Não é para menos. Com o nível de serviço que oferecem aos apaixonados associados, chega a ser até um ato de caridade pagar a mensalidade.
Melhor evitar
Quem passar pelo Ver-o-Peso e precisar usar o banheiro público para algo além de um pipizinho inocente, por exemplo, vai ter que segurar as contrações. Uma placa na entrada não deixa dúvidas: "Urinar – R$ 0,30". Ou seja, mesmo que pareça uma missão impossível, é melhor esperar chegar em casa. Ou procurar um lugar mais benevolente e, provavelmente, mais limpo.


criado por apoena.augusto
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Comentário por George Maués — 16.5.06 @ 8:39
Bons textos, amigo. Leio sempre que posso.
Comentário por Apoena Augusto — 27.5.06 @ 4:13
Valeu, George!
Desculpe a demora na resposta, mas como blogueiro de primeira viagem, acabei descobrindo só recentemente que a gente deve responder aos comentários aqui mesmo, neste espaço. Você não imagina minha angústia até descobrir isso…