Apoena Augusto

Para quem consegue enxergar o lado B do Marketing. E ainda se divertir com isso.

28.5.06

Novas mídias

Em comparação aos dias de hoje, pode-se dizer sem medo de errar que o trabalho dos profissionais de mídia era até certo ponto relativamente fácil, afinal, oferecia-se ao mercado comercial sempre ou quase tão somente um número que cabia nos dedos das mãos de produtos e serviços à quase infalível trinca rádio-jornal-TV.

Mas às vésperas da 18ª edição da Copa do Mundo, esse profissional se vê diante de canais de comunicação tão novos, surpreendentes até, que nem foi possível ainda pesquisá-los o suficiente para saber qual o verdadeiro índice de retorno de cada um.

São as "novas mídias", que tanto podem estar na telinha do celular quanto no vídeo-game do Júnior ou no tocador de MP3.

Mas há quem vá ainda mais longe quando o quesito é ousadia, experimentando outras soluções. Que tal imaginar como seria o resultado comercial de um comentário positivo sobre um determinado modelo de tênis, feito pelo jogador Roberto Carlos em seu próprio blog (http://www.terra.com.br/esportes/copa2006/blogs/robertocarlos/index.htm)?

A mesma experiência poderia ser tentada por uma marca de lingeries, por exemplo, que mais mostra do que esconde, usando como meio divulgador o blog da ex-prostituta Bruna Surfistinha. Enquanto ela estava "na ativa", sua página pessoal somava mais de 15 mil acessos diários de leitores de todos os sexos ávidos pelas picantes novelas, digamos assim, da moça que se divertia lucrando com a chamada vida fácil.

Essas mídias estão em fase de testes, de experimentos, e ainda têm uma boa estrada para percorrer até se consolidar no mercado. É assim que funciona. No entanto, em alguns casos, já não podem ser tratadas como tendência. Mais acertado seria afirmar que deixaram o terreno da avaliação para ocupar o status de lei entre os profissionais de Marketing que querem chegar ao que se convencionou chamar de comunicação integrada. Junto com as mídias tradicionais, podem aumentar consideravelmente as chances de atingir os objetivos previstos.

É por isso que o orientador de mídia, em sua evolução profissional, teve que assumir também o posto de analista e consultor, pois deve ser capaz de colocar na planilha o gênero, número e o grau do impacto de suas ações sobre a sociedade e, claro, administrar com precisão a preciosa e cada vez mais escassa verba do cliente.

Mala Direta

"Se é bom é da…"

Depois de arear empréstimos financeiros pela Fininvest, o eterno garoto-propaganda Carlos Moreno voltará à telinha para vender… Bombril, produto, por sinal, que nunca deixou de ter a sua cara-de-aço. Falando sério, a estréia, em grande estilo com um filme de dois minutos, está prevista para junho. Ninguém se espante se o animado pacote da Assolan vier logo em seguida, dançando, no mesmo break comercial.

Cyber pinguço

De Tutty Vazquez, colunista do site nominimo.com.br, sobre a febre dos cyber cafés: "Quando, afinal, vão lançar um cyber cachaça no Brasil? Ninguém aguenta mais cyber café. Coisa mais careta, né não?". É sim!

Sempre cabe mais um

Uma Kombi - carro teimoso, héim? - de transporte alternativo que circulava livremente pelo centro de Belém na madrugada de sexta-feira trazia, adesivada no vidro traseiro, a frase "Coração de Mãe". A julgar pela quantidade de pessoas que estavam na arriscada e irregular "lotação", nada mais adequado.

criado por apoena.augusto    19:47 — Arquivado em: Sem categoria

2 Comentários »

  1. Comentário por Odinovaldo — 29.5.06 @ 12:16

    A máxima é verídica. A trinca da antiga mídia faz sentido. Hoje, a interação é bem maior, podendo crescer muito. E pensando em usar em pró do conhecimento, ainda melhor; não sendo só para provocar o consumismo e incentivar a violência, pois num país onde a grande maioria não ganha quase nada e uma minoria ganha muito: a insegurança é de todos! Logo o incentivo ao consumo desperta o desejo daquele que não tem siquer condições de comprar o necessário para sobreviver, levando este ao desespero.
    Assim sendo, deveríamos nos unir, fazendo uso daquilo que temos em mâos para esclarecer e levar a informação dos impostos que pagamos e não temos retorno nenhum, seja na segurança, saúde e educação. A mídia deveria ter por obrigação não induzir e sim bem informar, levando cultura e bons exemplos.
    Mas não vamos só criticar, pois isso é até muito fácil nos dias atuais. Vamos fazer a nossa parte, o melhor já estamos realizando através do nosso blog “raciocinando.blog.terra.com.br” - onde pretendemos mostrar a quantidade de impostos que pagamos, fazendo recordar da época do Brasil colônia - a derrama. Será que precisaríamos encontrar outro Tiradentes?
    O povo precisa receber a verdadeira informação, semelhante o que se deu na cidade de LAJEADO, no sul do país, quando se mostrou ao mercado consumidor o quanto se paga de impostos e o quanto temos de retorno…
    Que país é esse? É hora de sabermos cobrar dos candidatos…
    Portanto, devemos usar os meios de comunicãção para divulgar coisa úteis e informação, mesmo seja para mais um, pois assim fazemos nossa parcelinha de contribuição…
    Lembremos da historinha do beija-flor que indo constamente buscar água, estava ele ajudando a apagar o fogo na floresta, ou seja, fazendo ou dando sua parcelinha, mesmo com pouquinho de água que trazia no bico.
    Usemos nossos meios e vamos mudar os acontecimentos.

  2. Comentário por Apoena Augusto — 29.5.06 @ 13:48

    Olá, Odinovaldo.
    Obrigado por comentar o texto.
    Digo à você, com uma ponta de remorso, que se essa idéia de mostrar aos consumidores o quanto representa a carga de impostos sobre cada produto adquirido tivesse sido tomada lá pelos anos 60 ou 70, quando o povo era mais questionador, talvez alguma coisa de fato acontecesse. Sinceramente não acredito que essa ação, nos dias de hoje, possa ter algum efeito maior do que um bom palavrão libertador. Prova disso são as intenções de voto apresentadas nas últimas pesquisas para Presidente da República.
    Quanto ao papel da comunicação de mercado, o modelo capitalista se abastece na fonte do consumismo, portanto, é inevitável que desperte desejo até em quem não pode, por algum motivo, adquirir o quer que seja. Assim como no utópico modelo socialista, o capitalismo também tem seu lado ruim.

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