18.6.06
Varig, Varig, Varig…
Há muitas empresas que, seja pela sua própria opção produtiva (fazem parafusos para dobradiças de guarda-roupas, por exemplo), passam pela vida das pessoas sem cheirar nem feder, despercebidas, em resumo.
Há outras que, ao contrário, como um amor arrebatador, atropelam a razão, fincam bandeira nas insondáveis profundezas da mente e, de lá, ninguém as tira. A não ser que elas mesmas façam isso. E só as grandes marcas, que nem sempre pertencem às empresas grandes, conseguem essa proeza.
Além dos tão clássicos quanto manjados exemplos multinacionais da literatura de Marketing, Nike e Coca-Cola, já exaustivamente citados e estudados, há vários bons negócios nacionais que conseguiram atingir o que pode ser considerado o firmamento das marcas. E a ameaçada Varig está entre eles.
Nem uma dívida que supera os sete bilhões, 15 vôos cancelados em média diariamente na última semana - o que irremediavelmente adia os compromissos de centenas de pessoas -, e o risco de ter que devolver várias de suas aeronaves à Boing por falta de pagamento fazem com que a sociedade deixe de ser solidária à companhia aérea.
É como se alguém pedisse dinheiro emprestado ao melhor amigo, não pagasse, faltasse ao casamento da filha única dele sem sequer mandar um cartão de desculpas e ainda fosse perdoado por isso.
O que parece ser um filme com o título "Aperte o cinto que o piloto sumiu" somente ilustra o quanto uma marca forte pode se manter viva mesmo diante de tantas adversidades. Solidez assim só se constrói com muita competência e investimento na imagem. Prova disso é que é possível contar nos dedos das mãos as assinaturas comerciais que são tão lembradas quanto o sonoro "Varig, Varig, Varig". Pode-se dizer sem risco de cair das nuvens que o jingle, digamos assim, está acima das camadas de turbulência.
Mala Direta
Engasgou
Leitora complementa a opinião da coluna sobre os intragáveis filmes "Dá, dá, dá", da Pepsi, dizendo: "Será que essa agência não tinha nada mais criativo para fazer com a grana toda que deve ter custado essa campanha?". Vai ver até tinha, só não fez.
De passe em passe…
Mãe Delamare, nossa versão papa-chibé da Mãe Diná, incorporou uma entidade varejista e resolveu fazer promoção junto aos necessitados de paz espiritual. Seus tradicionais "santinhos", além de vender os já conhecidos serviços, agora também oferecem "passes" grátis todas as segundas e sextas-feiras. Daqui a pouco a concorrência vai copiar. Espera só.
Candidato ao banco
Assim como os milhões de torcedores brasileiros espalhados nos quatro cantos do planeta, este colunista também está ligado nas atuações da seleção canarinho. Por tudo que tem mostrado o craque-moleque Robinho, Ronaldo tem a maior chance de continuar sendo o "fenômeno". No banco.


criado por apoena.augusto
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