Apoena Augusto

Para quem consegue enxergar o lado B do Marketing. E ainda se divertir com isso.

29.11.06

Cautela e caldo de galinha

O Houaiss define fusão como “reunião de duas ou mais firmas coletivas ou sociedades para a formação de uma nova sociedade, da mesma ou de diversa forma e objeto…”.
E foi assim, rezando ao pé da letra o que diz o dicionário, que dois dos maiores negócios de varejo da grande rede, Americanas.com e Submarino, trocaram bilionárias alianças na última semana, formando um conglomerado virtual que reúne todas as condições de competir byte a byte com gigantes como Wal Mart e Amazon.com.
Mais do que evitar uma bipolarização do mercado nacional, apesar das empresas continuarem a operar de forma separada ao menos no início, a nada modesta estratégia prevê uma expansão internacional em até cinco anos e um conseqüente ganho de escala que dará fôlego suficiente para descartar qualquer possibilidade de naufrágio diante de concorrentes globais.
Ao que tudo indica, não só as fusões, mas também as aquisições continuarão a ditar o rumo do mundo dos negócios no Brasil e no mundo. Prova disso é a badalada venda da TIM para a Claro, controlada pela mexicana América Móvil, por oito bilhões de Euros, ainda negada pelos executivos, mas noticiada pelo jornal O Globo sábado passado.
Apesar de arriscada, a estratégia de engolir ou se juntar a um concorrente, depois de vencidas as barreiras culturais, pode ser a maneira mais rápida de conquistar liderança de mercado ou simplesmente ganhar envergadura para competir em outras áreas. Em ambos os casos, cautela e caldo de galinha, como ensina o dito popular, não fazem mal a ninguém.

Mala direta

Você decide
Pra variar, primeiro no eixo Rio-São Paulo. Mas já está em experiência em três cinemas dessas duas cidades um comercial interativo onde o público, através de mensagem SMS, decide o destino do protagonista.

Futurologia
A ação faz parte da estratégia montada pela agência Click para o Fiat Idea Adventure e é um claro indicativo de que a maneira como assistimos aos comerciais está prestes a mudar.

Vai para o Polishop ou não vai?


Talvez seguindo a linha do soutien mágico “Invisible Bra”, que promete “inflar” os seios das - como se pode dizer? - despeitadas, a James Taylor & Sons, fabricante inglesa de sapatos, lançou o Status Shoes.

Por cima da carne seca
O sapato masculino possui uma peça, ou melhor, um salto embutido que acrescenta, a quem enxerga um mundo maior que a maioria, até confortáveis e espichados 10 centímetros. Problema deve ser a decepção na hora de tirar o pisante e voltar à vida real, onde tudo parece incomodamente grande.

 

- Esta coluna também é publicada todas as segundas-feiras no jornal O Diário do Pará -

criado por apoena.augusto    13:04 — Arquivado em: Sem categoria

21.11.06

Faro Fino

Quando o senso comum apontava o turismo como caminho natural para lançar a capital paraense para o mundo, Fábio Sicília, Paulo Martins e cia. mostraram que, no frigir dos ovos, os peixes morrem mesmo é pela boca.

Os aromas e sabores da culinária paraense encantam a gringos e troianos e, através dos nossos chefs, que virou mexeu estão batendo pernas mundo afora, ajudam a levar uma pitada da cultura local a vários Estados e países, cozinhando um papel que o próprio Governo do Estado ainda não aprendeu a temperar.

Este trabalho de formiguinha, que tem ajudado a indústria do turismo local de maneira lenta, porém consistente, acabou de incluir em sua receita um ingrediente de peso: através de uma parceria firmada no ultimo dia 14, a Prefeitura de Belém e a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes – Abrasel, criaram as condições ideais para a instalação da primeira Escola de Gastronomia do Norte, Sabor Belém.

A escola, que ocupará a área do Memorial dos Povos, promete ser o ingrediente secreto dos profissionais da gastronomia papa-chibé, finalmente profissionalizando o setor.

Iniciativas como essa, além da chegada de redes hoteleiras que antes sequer enxergavam Belém no mapa, apontam para novos rumos no turismo local. Dá até pra sentir no ar o cheirinho bom da economia se fortalecendo.

Mala direta

Yes! Nós temos pornô.
Quem acha que Belém não está introduzida no mercado de filmes pornôs, está redondamente enganado. Antônio Snake, que inspirou seu nome artístico na banda de rock Whitesnake, dirige, produz, edita e atua seus próprios filmes há nove anos.

Antônio e sua cobra
Inspirado pelo lendário John "buttman" Stagliano, famoso pelas produções em primeira pessoa, Snake diz que basta colocar um anúncio no jornal para choverem candidatas querendo atuar. Algumas até de graça. Apesar dessa facilidade, moleza é uma palavra que certamente não tem vez nesse marcado.

Moda

Para uma indústria que vive da própria imagem, não é nada saudável a volta dos casos de morte por anorexia.

 

- Esta coluna também é publicada no jornal O Diário do Pará -

criado por apoena.augusto    13:56 — Arquivado em: Sem categoria

12.11.06

Cara-crachá

Eduardo Azeredo ocupou sem um tico de dúvida com todos os méritos, durante toda a semana passada, o previsível posto de detentor do nome mais amargo na boca dos 30% da população que têm o privilégio de acessar livremente a internet em terras brazucas, pelo menos até ontem quando esta coluna foi escrita, quer dizer, teclada.

O senador tucano é o relator do projeto de lei que tipifica os crimes de internet e cria a exigência da identificação do usuário. É mais ou menos como se, de uma hora para outra, para entrar na própria casa, lugar onde legalmente, já que se trata de uma propriedade, se tem livre acesso a qualquer hora do dia ou da noite, fosse necessário apresentar RG e CPF a um porteiro que surgiu na sua porta vindo, quem sabe, de Marte.

O projeto, que é até bem-intencionado, pois tem a pretensão de coibir os crimes cibernéticos, causadores de prejuízos astronômicos, vem sofrendo um bombardeio de vários setores da sociedade. O consultor jurídico do Ministério das Comunicações, Marcelo Bechara, por exemplo, classificou a proposta de "obstáculo à inclusão digital". Faz sentido, principalmente quando o CGI – Comitê Gestor da Internet no Brasil acaba de divulgar uma pesquisa onde mostra que 70% dos brasileiros jamais, isso mesmo, nunca sentiram o gostinho de navegar na grande rede virtual.

Cercear a liberdade de acesso das pessoas à internet, além de caracterizar uma atitude mais afeita aos regimes intolerantes com o livre-arbítrio, como na China, que controla, ou pelo menos sua para isso, até o que os chineses assistem na televisão, fere o mais democrático princípio da rede, que é a informação para todos, a qualquer hora, de qualquer lugar.

Pensando bem, o senador mineiro, o primeiro a contratar os serviços de Marcos "Mensalão" Valério, ocuparia melhor o seu tempo se apresentasse ao país uma fórmula, para ser aplicada a curtíssimo prazo, de incluir mais e mais brasileiros na era da cibernética. O resto, as delinqüências na rede, que devem ser, sim, combatidas, pode esperar. Ou ser tratadas sem descuidar da massificação da inclusão digital.

Mala direta

Natal na corda
Ainda nem terminou a primeira quinzena de novembro e as lojas já estão entrando no europeu clima de Natal. Falta pouco para o trenó do bom velhinho dividir as atenções com a berlinda da Virgem de Nazaré, no Círio.

Sanduba do capeta


Policiais de Isleta Pueblo, cidade próxima de Albuquerque, no Estado do Novo México, compraram lanches no drive-through da rede Burger King e, após abocanhar metade do sanduíche, descobriram que havia maconha na carne.

Fila
Nem o processo que os guardiões da lei encaminharam na Justiça contra a rede evitou que se formassem quilométricas filas de clientes na porta do restaurante. Todos ávidos por experimentar a novidade, o "X-Capeta".

Não vai dar praia
E a propaganda de verão da Skol? Se aqui não estivéssemos avistando as primeiras nuvens cinza, que anunciam o início do período de chuvas, seria fantástica.

Diário de roupa nova
Ninguém melhor para opinar sobre algo do que o próprio usuário. Por isso, basear mudanças estéticas na ótica do consumidor, além de inteligente, aumenta consideravelmente as chances de sucesso no resultado final.

- Esta coluna também é publicada no jornal O Diário do Pará -

criado por apoena.augusto    17:47 — Arquivado em: Sem categoria

7.11.06

Tá na rede, mas não é peixe.

Digamos que uma pessoa com um “queí” regulando pela média, comum como milhares de outras espalhadas pelo mundão afora, plugada na rede mundial por meio de uma conexão de banda larga, dispusesse de tempo, bastante tempo para somente navegar pela internet.

Digamos ainda que ela seja uma exímia digitadora, capaz de escrever endereços em altíssima velocidade sem sequer olhar para o teclado, além de possuidora de uma visão de ave de rapina para localizar links nas páginas.

Essa pessoa de extrema habilidade, caso conseguisse a espetacular marca de 277.808,22 sites visitados por dia, levaria nada menos que 365 dias, ou um ano inteiro sem desgrudar os olhos da tela do computador, para visitar todas as mais de 101 milhões de páginas atualmente no ar.

O levantamento, feito pela empresa de pesquisas Netcraft, foi divulgado na última quarta-feira e dá conta de que a explosão no número de endereços virtuais se deu principalmente em razão do aumento no número de empresas de pequeno porte e, naturalmente, por causa dos democráticos e valentes blogs, que proliferam na rede com a mesma rapidez com que os coelhos procriam.

Com isso, fica claro que, aos poucos, as pequenas empresas nos quatro cantos do planeta Terra estão enxergando o potencial comercial da internet, além de todas as já conhecidas vantagens relativas aos custos das operações de venda. Exemplo é o que não falta. Bom para os empresários, excelente para a economia global. Melhor ainda para os felizardos inclusos digitais dessa maravilha tecnológica.

Mala direta

Lá vem ela!

E por falar em surfar na rede, Raquel Pacheco, conhecida do grande, médio e até do pequeno e esmirrado público pelo nome de “guerra”, sem nenhum tolo preconceito, como Bruna Surfistinha, ataca novamente a literatura brazuca com o lançamento de “O que aprendi com Bruna Surfistinha”. Tem tudo pra repetir o sucesso do primeiro lançamento.

Queimando o filme

O livro, que a ex-garota de programa considera uma continuação de “O veneno do escorpião”, sua primeira obra que vendeu mais de 160 mil exemplares e já foi traduzida para o inglês e o espanhol, promete introduzir pimenta no angu de várias celebridades que já viram o mar em sua cama. Se continuar nesse ritmo, a garota periga virar uma espécie de Paulo Coelho versão tarja preta.

Líquido e certo

Noticiário internacional diz que Madonna já está pensando em adotar outra criança. Quem conseguir emplacar esse “bacuri” pode pegar o dinheiro que guardou a vida inteira para comprar a casa própria e gastar tudo na melhor bebida da sua terra. Sorte se for na França, que é a champanhe.

- Esta coluna também é publicada no jornal O Diário do Pará -

criado por apoena.augusto    23:27 — Arquivado em: Sem categoria

Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://apoenaaugusto.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o serviço e siga participando do Terra Blog.