7.11.06
Tá na rede, mas não é peixe.
Digamos que uma pessoa com um “queí” regulando pela média, comum como milhares de outras espalhadas pelo mundão afora, plugada na rede mundial por meio de uma conexão de banda larga, dispusesse de tempo, bastante tempo para somente navegar pela internet.
Digamos ainda que ela seja uma exímia digitadora, capaz de escrever endereços em altíssima velocidade sem sequer olhar para o teclado, além de possuidora de uma visão de ave de rapina para localizar links nas páginas.
Essa pessoa de extrema habilidade, caso conseguisse a espetacular marca de 277.808,22 sites visitados por dia, levaria nada menos que 365 dias, ou um ano inteiro sem desgrudar os olhos da tela do computador, para visitar todas as mais de 101 milhões de páginas atualmente no ar.
O levantamento, feito pela empresa de pesquisas Netcraft, foi divulgado na última quarta-feira e dá conta de que a explosão no número de endereços virtuais se deu principalmente em razão do aumento no número de empresas de pequeno porte e, naturalmente, por causa dos democráticos e valentes blogs, que proliferam na rede com a mesma rapidez com que os coelhos procriam.
Com isso, fica claro que, aos poucos, as pequenas empresas nos quatro cantos do planeta Terra estão enxergando o potencial comercial da internet, além de todas as já conhecidas vantagens relativas aos custos das operações de venda. Exemplo é o que não falta. Bom para os empresários, excelente para a economia global. Melhor ainda para os felizardos inclusos digitais dessa maravilha tecnológica.
Mala direta
Lá vem ela!
E por falar em surfar na rede, Raquel Pacheco, conhecida do grande, médio e até do pequeno e esmirrado público pelo nome de “guerra”, sem nenhum tolo preconceito, como Bruna Surfistinha, ataca novamente a literatura brazuca com o lançamento de “O que aprendi com Bruna Surfistinha”. Tem tudo pra repetir o sucesso do primeiro lançamento.
Queimando o filme
O livro, que a ex-garota de programa considera uma continuação de “O veneno do escorpião”, sua primeira obra que vendeu mais de 160 mil exemplares e já foi traduzida para o inglês e o espanhol, promete introduzir pimenta no angu de várias celebridades que já viram o mar em sua cama. Se continuar nesse ritmo, a garota periga virar uma espécie de Paulo Coelho versão tarja preta.
Líquido e certo
Noticiário internacional diz que Madonna já está pensando em adotar outra criança. Quem conseguir emplacar esse “bacuri” pode pegar o dinheiro que guardou a vida inteira para comprar a casa própria e gastar tudo na melhor bebida da sua terra. Sorte se for na França, que é a champanhe.
- Esta coluna também é publicada no jornal O Diário do Pará -


criado por apoena.augusto
23:27 — Arquivado em:
Comentário por Fred Guerreiro — 8.11.06 @ 5:16
Vivemos a era a glamourização do que não é referência para nossos filhos. A Madonna está vencendo isso. Passou da fase “surfistinha”. Mas para isso ela tem talento. Bruna só serve para deitar na prancha.
Comentário por Apoena — 8.11.06 @ 12:54
Não se pode negar que Madonna não tinha, mas adquiriu talento suficiente para não precisar mais do lado “surfistinha”. Bruna, depois do segundo livro, deverá cair no limbo das celebridades instantâneas. Bom para as criancinhas…