25.12.06
Quem disse que acabou?
O Natal mais uma vez se foi e os amigos ocultos, esta instituição provavelmente criada por um marqueteiro dos bons para dizimar o 13° nosso de cada ano, saíram de trás da árvore. Os presentes, merecidos ou não, já estão nas mãos de seus respectivos destinatários.
Porteiros, flanelinhas, seguranças, secretárias, parentes, crianças desabrigadas, velhinhos desamparados, enfim, todos que, no final das contas, morderam um pedaço do suado peru de Natal também estão felizes por terem sido compulsoriamente lembrados. Faz parte.
Depois de fazer as contas e perceber que, além de ter sobrevivido sem seqüelas aos especiais de Xuxa e Roberto Carlos, por volta de meados de abril, as dívidas feitas em dezembro estarão pagas (ou não), vem aquele alívio (?), pois até lá só há a Páscoa e ovos de chocolate não costumam comprometer o orçamento doméstico por tanto tempo assim. Claro, dependendo do tamanho do ovo.
Nesse cenário aparentemente mais confortável, talvez fosse uma boa pedida abrir aquela cervejinha estupidamente gelada que estava especialmente guardada na geladeira para um momento de relaxamento e, quem sabe, aproveitar para assistir um pouco de TV e ficar por dentro das últimas sobre o aumento de salário da turma de Brasília.
Mas na hora do intervalo, quando a Fátima Bernardes disser “veja a seguir”, é que se descobrirá que o mundo não parou porque o Natal acabou e que as empresas continuarão precisando do limite do cartão de crédito. Do meu, do seu, do nosso suado dinheirinho de plástico. Boas-vindas às promoções de “saldo de balanço”.
Mala direta
Futurologia
E já que prever o futuro entra na moda todo final de ano, este colunista embarca em mais essa e afirma, com um bom punhado de certeza, que 2007 será muito, mas muito parecido mesmo… com 2006. Se isso é bom ou ruim, aí é outra estória.
Tirando o atraso
Se depender dos motéis, o problema com os atrasos nos aeroportos continua sem prazo para terminar. Também, com uma desculpa tão boa como essa para não voltar pra casa…
Viva o Lapinha!
Quem chegou a freqüentar a boate O Lapinha na época de José Alencar, certamente vai sentir falta de algumas “atrações especiais”. A proposta atual é bem diferente. E como! Vida longa para a “nova” casa de diversão.


criado por apoena.augusto
18:36 — Arquivado em:
Comentário por Fred Guerreiro — 25.12.06 @ 19:19
Ei, Apoena! Esqueceu das visitinhas chatas à s sogras e demais agregados que não se vê há tempos, os sorrizinhos forçados, a rasgação de seda sem fundamento, a euforia de um bando de pentelhinhos terroristas, os telefonemas à queles que se vão magoar se não forem lembrados e blá, blá, blá…
Fui na contramão: não dei presente pra ninguém. Quero começar o ano mais tranqüilo. Ou melhor, menos individado. Afinal, esse negócio de natal é mais coisa de capitalismo que de religião. Compra-se o que não se quer comprar, com o dinheiro que não se tem, para agradar a quem não “se” gosta (nos dois sentidos). Meus filhos quiseram ir nessa onda, mas eu consegui contê-los. Não podem me chamar de mão-de-vaca. Dou-lhes a mesa farta todos os dias.
p.s.: já reparou que as datas de dar presentes são quase que matematicamente distribuÃdas ao ano? Por que será?
O povo vai na corda e a poupança familiar ó…!
Comentário por Fred Guerreiro — 25.12.06 @ 19:21
Parece gado, meu!!!
Comentário por Apoena — 26.12.06 @ 11:45
Fred,
Apesar das minhas queixas nada veladas à gastança exagerada imposta pelo perÃodo festivo, não consegui adotar sua estratégia mais do que coerente de dar um bico no Noel e deixar as renas com fome este ano. E lá se foram as economias…
É claro que essas queixas são pessoais, afinal, trabalhando na área que trabalho, tenho mesmo é o dever de estimular que os Freds abram suas carteiras e saquem seus cartões cheios de limite. Pena não conseguido isso com você!
Sobre a distribução das datas festivas, ninguém me tira da cabeça que foi um marqueteiro que criou esse calendário! E dos bons! Ou maus, depende do ponto de vista…