Apoena Augusto

Para quem consegue enxergar o lado B do Marketing. E ainda se divertir com isso.

30.12.06

2007 mostra sua cara

Por que será que o poste não se vinga do cachorro abusado fazendo também xixi nele?

Exercitar a capacidade de esticar os olhos para as coisas do cotidiano e imaginar como seriam se fossem feitas de outra maneira pode render grandes idéias para novos e, por que não, já estabelecidos negócios.

Sendo assim, ao invés de uma talvez esperada, e manjada, retrospectiva do ano que passou, parece haver mais apelo sugestivo e, também, subversão, qualidade que todo profissional de Marketing deve ter sempre à mão ou na mochila, aproveitar a data para falar sobre o que pode ser tendência no mercado em 2007.

Nada de previsões sobre a flutuação do câmbio, taxa de juros ou percentual de crescimento da economia, afinal isso, cá entre nós, caro leitor, é tão interessante quanto especial de fim de ano do Roberto Carlos ou entrevista ao vivo de político derrotado em fim de mandato.

Em 2007, a luz no fim do túnel parece mostrar um caminho tortuoso aos patrocínios, sejam eles de eventos nacionais ou locais. No Rio de Janeiro, por exemplo, o Unibanco não renovou o contrato com o espaço que levava seu nome: um complexo de salas de exibição de filmes fora do circuito comercial.

Ainda na sitiada Cidade Maravilhosa, a operadora de celular Claro, por sua vez, cortou o sinal do Claro Hall, casa de espetáculos que sobrevivia às suas custas, além de, em declaração do presidente da empresa, João Cox, deixar no ar a ameaça de rever patrocínios como o do show dos Rolling Stones.

Estes são apenas dois exemplos do que parece ter virado consenso entre empresários e executivos de vários segmentos: a idéia de que, de uma maneira geral, esse tipo de ação não dá retorno em vendas.

Em resposta a esse argumento empresarial e imediatista (busca incessante de resultados), não se deve esquecer que, cada vez mais, as pessoas compram, dentre outras coisas, imagem de marca. Quem não tem imagem, briga por preço. Quem briga por preço, encolhe margens. Quem encolhe margens, perde lucro. E quem perde dinheiro, quebra. Feliz 2007 para quem subverter essa tendência.

 

Mala Direta

Vôo cego


Por falar em imagem, vender mais passagens do que assento disponível, o tal do overbook, fez um senhor estrago na fuselagem da TAM. Para o governo, que precisava de um pato aéreo para tirar o seu da turbulência, a brincadeira da companhia caiu do céu. Literalmente.
 
Vender e vender
A briga no comércio estava tão ferrenha neste fim de ano que havia funcionária de loja indo buscar clientes na porta de um dos shoppings da cidade.
 
Cenas dos próximos capítulos


Depois das promoções de “saldo de balanço”, o que mais se verá nas prateleiras vai ser panetone em liquidação. Pra quem gosta, é um prato cheio.
 

FELIZ 2007

- Esta coluna também é publicada no jornal O Diário do Pará -

criado por apoena.augusto    19:16 — Arquivado em: Sem categoria

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