Apoena Augusto

Para quem consegue enxergar o lado B do Marketing. E ainda se divertir com isso.

7.1.07

Jason Virtual

Depois de Super Size Me, o documentário que incomodou tanto a McDonald’s, a ponto de fazer a planetária da comilança rápida incrementar seu cardápio com itens alimentícios recomendados por nutricionistas de todas as tendências, e Tiros em Columbine, do cineasta-malaquias - há quem ache que já pulou da categoria  de “mala” para container -  Michael Moore, que acerta em cheio o coração (?) da indústria armamentista, entra em cena o pretendente a algoz dos jogos de videogame.

Moral Kombat, em referência a Mortal Kombat, talvez um dos mais sanguinolentos jogos de batalha já produzidos e sucesso absoluto entre os “gamemaníacos” de todos os sexos e idades dos quatro cantos do mundo, é o nome do documentário do diretor americano Spencer Halpin.

O filme, cujo trailler pode ser visto no Youtube (http://www.youtube.com/watch?v=GIu3JMGxk3Q),  tem a inequívoca intenção de induzir o telespectador supostamente desprovido de senso crítico a acreditar que quem, principalmente os jovens, se submete a jogar por horas, dias a fio games violentos pode se tornar incapaz de diferenciar o mundo real da realidade virtual ou, no mínimo, desenvolve uma insensibilidade crônica à pancadaria diária mostrada nos telejornais, por exemplo, a qualquer hora e para qualquer um ver.

É claro que alguns desses jogos extrapolam, chegam mesmo a chocar, fazendo por exemplo Sexta Feira 13, clássico do gênero, ser apenas uma diversão, às vezes até cômica, mas daí a dizer que eles exercem influência nefasta na cachola de adolescentes supostamente sem discernimento e maturidade, parece um tanto quanto exagerado, podendo-se ainda  enxergar nessa cruzada anti-violência, quem sabe, um quê de censura.

Casos extremos de adolescentes que cometem crimes violentos imitando jogos, certamente não são nada além do que fatos que devem ser tratados pela polícia, pela Justiça, ou pela psiquiatria. Em determinadas circunstâncias, dependendo do perfil do delinqüente, pelos três.

Na pior das hipóteses, o pretendente a Jason virtual pode, no máximo, ganhar alguns quilinhos por conta da falta de exercícios e do guloso trucidamento a toda hora de hambúrgueres e cocas, o refrigerante, diante do monitor. Ou seja, nada que um zíper de boca não resolva.

De qualquer forma, pelo sim, pelo não, agora que não tem mais jeito e o filhão já ganhou o Playstation 3 de Natal, não custa nada ficar de olho no comportamento dele depois de umas partidas de Mortal Kombat. Nunca se sabe…
 

Mala direta
 

Sementinha
 
Tem cheiro de idéias novas no ar. Acaba de brotar no meio publicitário a Orgânica Comunicação, uma agência que acredita no potencial criativo como diferencial competitivo. E já nasce mostrando a que veio com uma campanha de cartazes, panfletos e fachada para a Creative Informática e Creative Projetos.
 
Chega, não?
 
Neste BBB, não custa nada torcer, e muito, para que essa seja a última edição do programa. Não há dúvidas de que Pedro Bial deve pensar, só pensar, o mesmo.
 
De engasgar
 
E por falar em TV, quem diria que um vídeo de enforcamento poderia se transformar numa das maiores audiências da internet. É necessário ter sangue frio, ou ser desprovido de, para assistir aos últimos minutos do ex-ditador Saddam Hussein no blog do amigo Ronaldo Salame: http://podevideo.blogspot.com/.

 

- Esta coluna também é publicada no jornal O Diário do Pará -

criado por apoena.augusto    11:29 — Arquivado em: Sem categoria

4 Comentários »

  1. Comentário por Andrezza Macêdo — 7.1.07 @ 14:33

    agora sim! consegui acessar e aproveitei pra dar uma conferida. Muito interessante seu blog vou aproveitar pra indicar aos meus amigos publicitários natalenses! Sucesso!

  2. Comentário por Apoena — 8.1.07 @ 19:14

    Que bom que gostou! Obrigado e, mais uma vez, bem-vinda à Belém do Pará!

  3. Comentário por Fred Guerreiro — 9.1.07 @ 9:45

    Concordo: o Pedro Pião deve só pensar o mesmo que os participantes do programa. Ou seja, nada. É pau mandado; tem que fazer. Só não consigo entender até que ponto um sujeito que se firmava como referência em reportagens se presta para tamanha baboseira.
    O BBB é dar morte total bestial ao tempo.

    Em relação ao Saddam, não gostei. O vídeo tem baixa qualidade de imagem e não está completo. Não aparece a hora em que a corda estica, não dá para ouvir o estalo. É uma pena.
    Pelo menos está assim no vídeo que recebi por e-mail, no mesmo sábado da morte do ditador. Tomara que com Kim Jong-il, da Coréia do Norte, a tropa do Spilberg esteja de serviço.

  4. Comentário por Apoena — 9.1.07 @ 19:19

    Coitado do Bial. Merecia destino mais justo…
    Coitados de nós. Merecíamos programação mais nobre…

    Sobre Saddam, também fiquei com aquela sensação de “hmmm… cadê o resto?”. As famílias daqueles que ele eliminou por discordarem dele também devem ter pensado o mesmo.

    Já na Coréia, acho que ainda vai demorar um pouco, pois os EUA ainda não parecem dispostos a jogar a primeira pedra. Mas que periga o tal do Kim virar sushi, isso periga.

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