30.1.07
Mamãe tô na TV!
Já não é mais tendência. É realidade.
Jornais impressos e eletrônicos, sites provedores de conteúdo, empresas de bens duráveis e produtos não tanto, dentre outras, entraram definitivamente na onda do Mash up, ou simplesmente “misturar”, na língua pátria, termo escolhido para uma técnica que “linca”, em bom neologismo, duas fontes de informação diferentes criando uma nova.
Nesta modalidade, o aumento da interatividade entre canal e consumidor final, ou potencial, pressupõe-se, aumenta o índice de retenção e abrangência da mensagem, pois quem manda ou cria a informação tende a espalhar aos amigos ou apenas conhecidos, e até inimigos, por que não, a autoria.
A espaçosa Nike, gigante de material esportivo, quase sempre pioneira nesse tipo de iniciativa, se apropriou do conceito e lançou uma campanha onde o próprio consumidor monta seu comercial de 60 segundos utilizando o material bruto do filme feito pela agência Wieden+Kennedy, protagonizado por estrelas recentes do basquete americano como Kobe Bryant e Vince Carter, por exemplo, para a nova linha de tênis Air Force 25.
Depois de prontos, os vídeos podem ser baixados e enviados por e-mail ou celular para Deus e o mundo. O resultado é capaz de encestar efeito do tipo: “Mamãe, olha o que eu fiz!”.
Quem vive de informação já descobriu o poder dessa técnica há tempos. O canal via cabo BandNews e o próprio Diário do Pará também já recebem notícias e fotos de seus milhares de leitores-repórteres espalhados nos quatro cantos do planeta. Após uma necessária triagem, naturalmente, o que for publicado é devidamente remunerado.
Mais do que uma inevitável revolução interativa, principalmente no caso dos jornais impressos, essa é, certamente, uma poderosa ferramenta moderna para garantir a sobrevivência nesses tempos de informação digital.
Mala direta
Oportunidade
Depois de tantas mortes por anorexia no mundo da moda, e em pleno período de São Paulo Fashion Week, a F/Nazca, uma das gigantes da propaganda nacional e braço brazuca da Saatchi&Saatchi, resolveu fazer o que as agências mais gostam: anúncios de oportunidade.
Elas precisam
Com o slogan “Anorexia, não vamos deixar virar moda”, distribuiu três tipos de cartazes diferentes em locais freqüentados por modelos durante a semana da moda. A iniciativa é boa, mas pegaria muito bem se fosse acompanhada de uma suculenta vitamina de banana com mamão. Ah se pegaria!
Ser paulista é…
Depois de tanto estardalhaço para tirar a mídia exterior do ar em São Paulo, decisão, vale lembrar, comemorada por gregos e quatrocentões, agora os habitantes da terra do buraco gigante reclamam que, sem suas placas de outdoor e painéis, a cidade ficou mais feia ainda. Vai entender…
* O título não está escrito com a grafia correta, a qual seria "Mamãe, tô na TV!", porque o blog do Terra não permite a aplicação de vírgulas nos títulos, o que é, no mínimo, estranho…
- Esta coluna também é publicada no jornal O DIário do Pará -


criado por apoena.augusto
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