7.2.07
Manda quem pode. Obedece quem tem juÃzo.
"Depois reclamam da hegemonia da Globo. Esta não é a primeira e nem será a última vez que isso acontece no SBT. Com uma programação de qualidade mais do que duvidosa e que vive à mercê dos humores do dono, não há emissora que resista à concorrência. Basta lembrar que quando atacaram as torres gêmeas, todas as TVs do mundo inteiro mandaram equipes para NY para cobrir o incidente. Menos o SBT que estava transmitindo seriado mexicano de 40 anos atrás. Não que eu seja fã da Globo, mas pelo menos a gente sabe o que vai estar no ar hoje à noite, amanhã e no domingo (…)”.
Com esta retardatária constatação, Carlos Massa, mais conhecido como Ratinho, apresentador do “Jornal da Massa”, que no Ibope já batia os inimagináveis 7 pontos, marca que colocava a emissora dos Abavanel Santos em segundo lugar no horário, desabafou ao descobrir, quando tirava o brilho da cara, digamos assim, no camarim da televisão, que seu programa estava “temporariamente suspenso”.
Silvio Santos pode até gostar do apresentador-animal, mas tudo indica que não está nem um pouco satisfeito com os resultados comerciais de sua emissora. Depois de cortar repentinamente a ração de queijo de Ratinho, segundo informações da Folha Online, convocou uma reunião com sua equipe comercial para anunciar um novo sistema de vendas de cotas de patrocínio.
Segundo as novas regras, o anunciante que comprar parcela de um determinado programa receberá uma meta de audiência para a atração. Se o programa não atingir o objetivo, o patrocinador ganhará um bônus, definido como "banco de audiência". E avisou: caso o novo sistema não funcione, será obrigado a mudar sua equipe comercial. Nada mais estimulante, de acordo com o homem do baú da felicidade.
Tudo isso sem falar na demissão em massa de todo o departamento de imprensa ocorrida em dezembro e nas já tão famosas quanto folclóricas mudanças na grade.
Com uma programação que segue rigorosamente os rumos dados pelo humor (ou mau humor) de seu imprevisível dono, o SBT só consegue trazer insegurança e descrédito ao mercado publicitário e, consequentemente, aos anunciantes. Desse jeito, quem tinha orgulho de ser o segundo, vai acabar tendo que se conformar em amargar outras colocações menos nobres, afinal, esse tipo de atitude deixa claro que a concorrência já está usando garfo e faca para traçar o queijo que não é mais do Ratinho. Muito além das beiradas.
Mala direta
Estudar pra quê?
Matéria na IstoÉ Dinheiro dá conta de que 10 entre 10 executivos, sejam de instituições públicas ou privadas, utilizam o software Power Point para fazer suas apresentações de projetos. Bill Gates, se leu, deve ter adorado. O problema é quando os slides substituem o conteúdo do apresentador.
Freud explica?
Na sua transferência para a Itália, Ronaldo mostrou que é um fenômeno, sim. De imagem. Como entender que um jogador que já não apresenta mais o mesmo rendimento (há um ano que não joga) que o consagrou pode atrair tantos holofotes, é um feito digno de estudo de caso.
Marketing ao contrário
A badalada grife Colcci, que levou para as passarelas da última Fashion Rio ninguém menos que Gisele Bundchen, não deve ter gostado nem um pouco do desfile que a “modelo” Adriana Almeida, viúva suspeita de ser a mandante do assassinato do milionário da Megasena, levou para a telinha. A moça usava um boné da marca na hora em que foi presa.
- Esta coluna também é publicada no jornal O Diário do Pará -


criado por apoena.augusto
12:56 — Arquivado em: