2.5.07
Crime sem castigo
Buscar soluções para os problemas faz parte da luta incansável do homem desde a descoberta do fogo e da invenção da roda, para citar dois exemplos tidos como marcos do início da civilização como a conhecemos. É da natureza humana, é o que nos diferencia dos outros animais. Essa capacidade, para encurtar a conversa, nos fez chegar à Lua, entre outros feitos pacíficos, mas também produziu a bomba atômica, paciência.
Quando a mente dos “Professores Pardais” funciona para o bem tudo são flores. Desde uma forma mais barata de locomoção a uma maneira eficiente e menos cansativa de desentupir pia, o homem não desiste, ainda bem, de colocar a cuca para funcionar em prol da melhoria da qualidade de vida.
Assim, não surpreende que diante de uma quantidade tão grande de mensagens publicitárias dividindo os mesmos espaços a torto e a direito, alguém inventasse uma forma mais criativa que uma testeira ou um stopper para chamar a atenção do exigente consumidor.
Em uma livraria, diante de uma prateleira recheada de opções de livros de mistério, por exemplo, uma voz semelhante à da própria consciência dispara: “Ei, pode me ouvir? Já pensou em assassinato?”. O áudio, transmitido de forma personalizada como se fosse um foco de luz, além de provavelmente provocar um baita susto, fala diretamente ao possível cliente como se fosse uma pessoa cochichando.
A mídia, batizada de “Áudio dirigido”, foi criada pela empresa americana Holosonic Research Labs e está sendo testada por gigantes como Procter & Gamble e Best Buy. Também está sendo utilizada para vender cereais em alguns supermercados e em peças de mídia em aeroportos e shoppings da terra do Tio Sam.
Parece uma excelente maneira de chamar atenção individualmente, no entanto, do jeito que os ânimos andam exaltados nos Estados Unidos, talvez lá não seja o melhor lugar para se testar o invento. Vai que alguém não entende o apelo comercial… Daí pra uma tragédia é um passo.
Mala Direta
Público-alvo

A loiraça Fani, ex-BBB que a Playboy estampa na última edição, durante uma tarde de autógrafos na Bahia, incorporou o espírito Xuxa e autografou revistas para “baixinhos”. Se resolver mesmo seguir os passos da “Rainha”, daqui a pouco estará na telona papando anjinhos. No bom sentido, claro.
Tudo a ver
Não é má idéia o ex-presidente Ieltsin virar marca de vodka na Rússia. Se ela provocar aquela euforia que fazia o velho dirigente quebrar protocolos, tem tudo pra dar certo. Sem ressaca, naturalmente.
Tira-riscos
E por falar em lançamentos, a empresa americana VenMill acaba de disponibilizar no mercado o Skip-Away, um equipamento que promete tirar definitivamente os riscos daqueles CDs que o filhão resolveu pegar emprestado para brincar de skate. Por R$ 515, nada mais inútil em tempos de MP3.


criado por apoena.augusto
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