17.6.07
Os novos do contra

Não dá para se queixar, pois a culpa também é dos marqueteiros e publicitários, estes, por sinal, sempre com o nariz retorcido quando são chamados pelo termo que identifica uma atividade ainda mal compreendida no mercado. De fato uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa, como disse aquele ministro.
De tempos em tempos, vale lembrar, com espaços entre eles cada vez mais curtos, surgem movimentos que, de alguma forma, tentam subverter a cultura consumista imposta pelo capitalismo e, porque não, pelo socialismo cada vez mais ávido em comprar, comprar e comprar seja lá o que for.
São grupos anti-propaganda, anti-marketing, anti-globalização, anti-qualquer coisa que possa significar a conquista de um pouco mais de conforto e satisfação pessoais, por mais irrelevantes que sejam, é claro dependendo do ponto de vista de cada pessoa.
Para eles, tudo é motivo para protestos pelas ruas, correntes no cyber mundo e até, em alguns casos, o sempre injustificável vandalismo.
Pois é nesse contexto que surgiu na terra do Tio Sam, sempre ele, o no-shopping. Essa turma, que provavelmente também poderia ser chamada de no-money, já conta com mais de oito mil seguidores prontos a colocar o hot dog na rua contra o consumismo desenfreado e os excessos da sociedade, segundo seus princípios.
De acordo com uma matéria no influente Guardian, os no-shoppers pregam algumas regras sem dúvida relevantes para os dias atuais como privilegiar a reciclagem, tentar minimizar o impacto do consumo no meio ambiente, privilegiar produções regionais, artesanais e familiares e cortar os excessos em casa para simplificar a vida.
O problema é que, para isso, é necessário não comprar produtos novos, apenas reaproveitar os usados. As exceções são, entre outras, comida, bebida, remédios, produtos de limpeza, meias, pijamas e roupas de baixo. Se comprar produtos novos movimenta a economia e gera riquezas e empregos para eles mesmos, isso não parece fazer muita diferença.
Já na França, um movimento semelhante afirma que é necessário “libertar-se da televisão, mídia da passividade e da submissão”, do automóvel, que “inexoravelmente conduz ao suicídio ecológico”, recusar-se a andar de avião, que “artificializa nossa relação com a distância”, e se libertar do telefone celular e do forno de microondas, além de comer pouca carne e privilegiar produtos locais.
É pouco provável que grupos extremistas como esses tenham eco por muito tempo, afinal, fazer umas comprinhas de vez em quando chega a ter um efeito até certo ponto terapêutico. Poucos escapam de sentir essa sensação. No máximo, esses ativistas rendem pauta à mídia. O ponto positivo é que ajudam a manter acesa a chama da preocupação com o meio ambiente. Isso sim, é importante.
Mala Direta
Miau
E por falar na terra dos melhores perfumes do mundo, é de lá que vem o produto que promete ser o último miado em mimos para gatos: “Water cat” (estranhamente batizada em inglês) é uma água mineral especial para os bichanos.
Que frescura! 
A bebida oferece em sua composição ao asseado companheiro peludo, pelo equivalente a pouco mais de R$ 2 a embalagem de 500ml, propriedades minerais equilibradas, extrato de chá verde descafeinado, vitamina C e um diurético natural que faz o bichano mijar melhor. Não por acaso a embalagem do produto é predominantemente cor-de-rosa.
Mas já? 
Com mais de uma semana de antecedência aos cinemas, já se podia ver pelas ruas de Belém, principalmente em frente aos shoppings e no comércio, o mais recente lançamento da indústria cinematográfica, Shreck 3. Assim fica difícil para as locadoras competir com os camelôs. Adelino Neto, em seu blog (http://www.coisasdebelem.blogspot.com) comenta sobre o assunto pirataria. Vale a visita.
- Esta coluna também é publicada no jornal O Diário do Pará -


criado por apoena.augusto
16:18 — Arquivado em:
Comentário por Adelino Neto — 18.6.07 @ 11:06
Apoena,
Acabei de incluir seu blog nos meus favoritos também. Se quiser, fique à vontade para me adicionar no messenger.
Um grande abraço!
Adelino Neto
Comentário por Apoena Augusto — 18.6.07 @ 11:11
Ok, Adelino!
Obrigado e vamos aumentar nossa audiência!
Abraços.