Apoena Augusto

Para quem consegue enxergar o lado B do Marketing. E ainda se divertir com isso.

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Terra Blog

Arquivo de: Setembro 2007

29.09.07

Hora da Mudança


Para continuar o mesmo, este blog muda e dá um bico nos textos longos que, antes, precediam as notas, indo direto a elas. Informação mais rápida, como faz todo blog que se preza.

 

Pimba na gorduchinha


Marta, nosso Pelé de saias (ou calção, como queira o leitor), fez a Band dar o drible da vaca nas concorrentes durante as transmissões do jogo Brasil x Estados Unidos, quinta-feira passada, deixando a emissora à frente no placar por mais de duas horas, com 6,7 pontos de audiência. No mesmo horário, Record marcou 6,4, Globo pisou em 6,2 tomates e SBT engoliu 6,1 frangos. Dados da Folha.

 

Band Laden


Ainda sobre TV, depois do anúncio de lançamento do novo canal de notícias 24 horas, abençoado pela Rede Record, chamado Record News, a concorrente Band News, mesmo com a desvantagem de ser transmitida somente via cabo, não contou estória e já começou o bombardeio. Este banner está no site do Meio & Mensagem online. Quem sabe o telespectador, dessa vez, não seja o grande vencedor nesta troca de farpas.

 

Guiness


Entre feitos estranhos, para dizer o mínimo, como deitar em uma banheira com milhares de baratas cascudas vivas ou comer uma pizza grande em menos de três minutos, a edição de 2008 do Livro dos Recordes, que a Ediouro coloca nas bancas a partir da segunda quinzena de outubro, também traz inúmeros recordes do mundo da propaganda.
Lá se poderá saber que a gigante Procter&Gamble investiu a bagatela de US$ 3,3 bilhões somente em comerciais de TV em 2006 e um dos maiores contratos publicitários da empresa foi com o jogador-modelo-metrosexual inglês David Beckham, para promover as lâminas Gillette. É de fazer a concorrência se cortar toda de inveja.

 

A novidade
Depois da febre dos blogs, agora é a hora e a vez dos Vlogs, ou o equivalente em vídeo dos tradicionais blogs. Ao contrário do que se pode esperar, nem todos são tão amadores ou toscos. Basta conferir o Mina e Lisa onde duas japas, ao melhor estilo “pat”, falam de amor, sexo, vida e por aí vai. Há também o Conversas de Elevador, cujo roteiro é bem construído e as estórias, repletas de personagens do cotidiano, destilam bom humor na dose certa.

 



22.09.07

Festa estranha com gente esquisita

Depois que Paco Underhill, o antropólogo americano com jeitão vovô do sítio e autor do best seller “Vamos às Compras”, descobriu que um simples esbarrão por trás pode interferir na decisão de compra ou não de um produto no ponto de venda, o estudo sobre o comportamento do consumidor nunca mais foi o mesmo.

 

E justamente para conhecer que tipo de novos hábitos estão se desenvolvendo, agora no meio virtual, foi realizada pela JWT, nos Estados Unidos, uma pesquisa onde 28% dos americanos, dentre outras coisas, afirmaram gastar menos tempo se relacionando pessoalmente no mundo real em detrimento do contato pelas infovias da grande rede.

 

Como se essa constatação, por si só, já não fosse algo digno de atenção por parte dos estudiosos, a pesquisa afirma ainda que 20% dos gringos confessaram ter diminuído a quantidade de cangurus pernetas para ficar mais tempo em frente ao monitor do computador.

 

Isso sem falar que as pessoas se traduziram como “ansiosas, isoladas e entediadas” quando ficavam sem acessar a internet por mais de dois dias.

 

Sem considerar que o povo americano tem hábitos realmente estranhos, como comer ovo com bacon e cereal no café da manhã e reeleger gente como o Presidente Bush, o importante é entender que a internet mudou e continuará mudando o comportamento das pessoas.

 

Mídias mais tradicionais como a eterna trinca rádio-TV-jornal estão sentindo a perda da audiência principalmente entre os mais jovens, o que tem impacto negativo direto no investimento em publicidade, cujas verbas inevitavelmente migram para outros meios.

 

É claro que o processo não acontece de um dia para o outro, mas ele é contínuo e, para o terror de alguns, incessante.

 


Mala Direta


Eu vejo... um Aurélio!


No circuito da travessa Padre Eutíquio, disputando a clientela com o panfleteiro da Mãe Delamare, está o da Mãe Triana da Bahia. Se a cartomante-esotérica-vidente errar nas visões tanto quanto seu panfleto assassina a gramática, é melhor não arriscar na contratação do serviço.

 

Reiventando a roda
Enquanto a Brahma era líder de mercado, Ronaldinho ex-fenômeno brilhou fazendo o símbolo “N° 1” após cada gol marcado. Seguindo a mesma idéia, os atores dos filmes do Itaú reproduzem no vazio o “i”, de Itaú, fantasiado de arroba em referência à tecnologia de ponta que o banco afirma utilizar.

 

LIBRAS para maiores

Por aqui, a diretora do Museu da Universidade Federal do Pará, Jussara Derenji, durante o lançamento do edital Arte e Patrimônio, mostrou o quanto a estratégia de fazer gestos com as mãos em referência a algo ou alguma coisa pode ser eficaz. É ou não é?

 

De virar os olhinhos

Em visita recente à Finlândia, o Presidente Lula recebeu do presidente do Parlamento finlandês, Sauli Niinistö, um convite para que o presidente do Parlamento brasileiro visitasse seus colegas nórdicos. De pronto, Lula afirmou que iria repassar o convite ao presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), “esquecendo” a existência de Renan Calheiros, que representa as duas Casas legislativas. Ato falho perdoável, principalmente depois de uns e outros goles do nosso garoto-propaganda oficial do Etanol.

 

Pra quê, meu Deus?

E da série coisas inúteis para quem não tem com o quê torrar o próprio dinheiro, criado pela empresa italiana Prex e à venda na loja do Vaticano, com o apertar de um botão, o rosário digital reza um Pai Nosso e três Ave Marias. Não se sabe o porquê do formato de ovo, mas ao menos a causa parece ser divina.

16.09.07

Freddy vs Jason

O advento da tecnologia de digitalização do vídeo, origem do DVD, pode ser considerado revolucionário e democrático, pois deu acesso às pessoas de menor poder aquisitivo ao mundo do cinema, quanto nocivo para a própria indústria cinematográfica.

 

Copiar um título em DVD se tornou fácil e barato a ponto de qualquer criança, com um mínimo de noção de microinformática e certa dose de descaso pelos direitos autorais alheios, realizar reproduções tão rápidas quanto o fenômeno da multiplicação dos coelhos.

 

Do ponto de vista dos prejudicados, a a tendência é piorar (ou melhorar, caso o leitor use perna de pau, tapa-olhos e carregue um louro nos ombros). Tecnologias ainda mais avançadas como o Wi Fi e o Bluetooth, nos dois casos conexões sem fio, e mais recentemente o Blu-Ray, cuja capacidade de armazenamento supera a do atual DVD, facilitam ainda mais a vida de quem até compraria um vídeo original, mas quando compara os preços, desiste sem sequer assistir às cenas dos próximos capítulos.

 

O raciocínio é tão simples quanto cruel com quem queima neurônios para desenvolver o seu ofício ou produzir a sua arte: por que comprar um produto original, se é possível ter uma cópia muito semelhante (o que depende do nível de exigência de cada um, claro) por um décimo ou menos do preço?

 

É por isso que os recentes apelos dos donos e empregados de locadoras de Belém, que realizaram passeata na última quarta-feira, 12, e do Brasil por mais rigor na fiscalização da venda de DVDs piratas, por mais legítimas que sejam, não passam de um grito no escuro durante uma noite de sexta-feira 13.

 

Por mais que se consiga eliminar a ação dos camelôs, o que já seria uma façanha e tanto, quando as luzes se apagarem, lá estarão os internautas baixando seus filmes direto da internet.

 

O fato é que o mercado mudou e, infelizmente, o roteiro de ir até a locadora escolher um filme, ler a sinopse, conversar com o atendente para saber se é bom e, de quebra, ainda comprar refrigerantes e pipoca para acompanhar a sessão, parece estar fadado aos arquivos do Vídeo Show.

 

Talvez uma saída fosse baixar os custos de todos os lados: indústria, distribuidores, canais de vendas, a tal ponto que fosse possível ao produto original competir com o “alternativo”, levando a vantagem de ser autêntico e de qualidade superior.

 

Essa é, provavelmente, a única maneira, ao menos por enquanto, de tirar a indústria cinematográfica, locadoras e lojas especializadas dessa sala de cinema na qual o único filme exibido é A Hora do Pesadelo e o vilão, Freddy Kruegger, dispensou as mãos de lâmina por uma banquinha em frente ao shopping.

 



Mala Direta

 

Veneno
E por falar em filme de terror, a TV Record veiculará anúncio onde afirma: “Nunca a líder esteve tão próximo de virar vice”.
A peça é para comemorar “o 2° lugar isolado” no Ibope de Agosto e, apesar de exagerada, pois a emissora dos Marinho ainda detém o triplo da audiência, não deixa de ser uma espécie de Massacre da Serra Elétrica no topete de Abravanel, literalmente ignorado pela provocação.

 

Versão GLS


Depois que a famosa loja de departamentos londrina Harrods colocou a venenosa Naja para guardar uma luxuosíssima sandália avaliada em R$ 250 mil, uma revista GLS estaria estudando a possibilidade de lançar sua edição especial usando a mesma estratégia peçonhenta. A diferença é que, neste caso, a cobra, dizem os idealizadores do projeto, seria mansinha, mansinha.

 

Sacocheiômetro


O pesquisador inglês Demitrios Kargotis acaba de desenvolver uma máquina que, segundo ele, é a solução para os aborrecimentos do dia-a-dia. Analisando o padrão de voz através de algumas perguntas, a Dr. Whippy libera mais ou menos sorvete de acordo com o nível de estresse do funcionário. Quanto mais aborrecido, mais sorvete.
Hackers já estudam uma maneira de burlar o sistema e conseguir mais sorvete.

09.09.07

Gente quer ver gente

Não é de hoje que empresas mais atentas às tendências de mercado procuram para suas campanhas publicitárias pessoas, digamos, fora dos padrões estéticos geralmente impostos pela grande mídia. Ou pelos chamados formadores de opinião e de moda, como o leitor preferir. Pessoas normais, se bem que de perto ninguém é assim, para não deixar dúvidas.

 

Talvez seja porque o consumidor médio seja lá do que for já tenha se convencido que seu "telhado" jamais ficará como o da mulher de traços europeus, pele leitosa e cabelos de boneca metida a besta, que se movem sedosamente ao sabor do vento como num comercial de xampu.

 

Na prática, o cenário que se desenha mostra a queda por terra do princípio da idealização do ser que a propaganda de outrora tanto explorava.

 

OMO, o primeiro detergente em pó fabricado no Brasil, quando colocou no ar gente com cara de dona-de-casa de verdade dando depoimentos sobre os resultados obtidos após o uso do produto, entre outras coisas, gerou espuma, muita espuma branca, em torno do assunto.

 

Dentre as mais lembradas, ainda nesta linha e também da gigante anglo-holandesa Unilever, está a campanha da real beleza para Dove, onde pessoas com excesso de dobrinhas, magras, altas, enfim, representantes de boa parte da diversidade étnica brazuca dão um toque de realismo às peças e aproximam o produto do seu público-alvo: as mulheres que, vira e mexe, topamos na rua.

 

E não é só no segmento de higiene e beleza ou cuidados com o lar que as “pessoas de verdade” estão tomando o lugar dos profissionais, atores e atrizes principalmente, que pulam de novelas para comerciais de tudo que se imagina, onde engordam suas contas bancárias. Fiat no Brasil e Ford no Tio Sam também apostaram na idéia, cada uma a seu jeito.

 

A grande diferença entre ambas está no fato da Ford, cujo ano de 2006 viu passar pelo retrovisor 12% do seu resultado em relação ao ano anterior, resolveu ceder automóveis da marca para proprietários de veículos concorrentes fazerem test drive por uma semana. A gentileza vinha em troca de um depoimento espontâneo sobre as impressões a respeito do carro que, só depois, o incauto descobriria que serviriam para compor a campanha publicitária da montadora. Tudo devidamente autorizado, claro. No caso da Fiat, todos sabiam do que se tratava.

 

Pelo jeito, este tipo de abordagem tem dado bons frutos. OMO e Dove continuam líderes de mercado em seus segmentos. Fiat, há tempos, faz a Volkswagen comer poeira. É esperar pra ver se o mesmo acontecerá com a Ford americana.

 


Mala Direta

 


Fumacê, tô fora!
No final de Agosto, uma passeata anti-tabagista percorreu as ruas de Belém até a Praça da República, onde trocou cigarros por doces.

 

Cancerigenamente correto


Enquanto isso, na contramão do movimento, um banner anunciava na porta do Arthur Café, na Pe. Eutíquio, a promoção do dia: na compra de um “completo”, ou seja, a velha dobradinha pão & café, o cliente levava, inteiramente grátis, um cigarro. Não à toa o material de divulgação era em tom preto fumacento. Deve ser porque já pôs luto.

 

Marketing best

 
Perto dali, com mãos ligeiras como de um batedor de carteira, um panfleteiro distribuia os folhetos da multimídia vidente-espírita-cartomante Mãe Delamare que, muito antenada com as tendências do mercado, tratou de incluir novos chamarizes promocionais no seu farto material de divulgação: passes grátis toda sexta-feira. Saravá!

 

Questão de tempo


Enquanto uns choram, outros vendem lenços. Luciano Pavarotti foi-se, fará falta, mas a vida continua. logo, logo as lojas devem ganhar uma enxurrada de coletâneas, vídeos, participações especiais e toda sorte de coisas que o mercado fonográfico puder lançar para faturar em cima do mais novo morto-celebridade. É só esperar.

02.09.07

iCar

Geladeira com que, além de gelar, traz internet; celular com câmera e MP3 player; carrinho de compras que diz onde encontrar os produtos da lista e ainda calcula o valor total representam apenas poucos, mas robustos, exemplos de elementos do dia-a-dia de um habitante do planeta Terra que já trazem no seu novo DNA a convergência de tecnologias órfãs até pouquíssimo tempo.

 

Pois era mais que previsível, até mesmo inevitável, que a união de gigantes corporativos utilizasse suas qualificações técnicas e inventivas para desenvolver produtos inovadores. E bota inovação nisso.

 

Esse fato, por si só, já dá asas à imaginação de qualquer ser mortal bípede. Lá na matriz e, aqui, na periferia. Como seria, por exemplo, um produto desenvolvido por Nokia e Marvel Comics? Um celular em formato de homem-morcego que também funciona como cinto de utilidades?

 

Que tal entrar em uma loja de departamentos e dar de cara com um forno de microondas que toca música, transmite canais de TV aberta e ainda esquenta o jantar, como se espera, naturalmente, de um produto como esse?

 

É com esse foco dirigido para o novo que empresas como Apple e Volkswagen, noticiam canais de comunicação especializados em lançamentos, queimam pestanas e neurônios em um misterioso projeto chamado, ainda provisoriamente, de iCar.

 

Ao menos é o que leva a crer a informação publicada no blog http://apllescoop.blogspot.com, onde, supostamente direto do quartel general da avermelhada Apple, uma foto foi tirada da tela do computador de um dos criativos da empresa da fruta pribida, na versão cristã.

 

Ainda segundo o blog, não há informações concretas sobre quais seriam as possíveis características da novidade, mas a referida “fonte” afirma que o iCar faria com outros veículos de luxo a mesma coisa que o iPhone fez com outros aparelhos do tipo smart phone. Ou seja, os transformaria em um pontinho preto no retrovisor.

 

Enquanto se espera pelo protótipo, que tal pegar uma maçã na geladeira?

 


Mala Direta



Então Gózzi


Para amantes do sexo seguro, chega ao mercado o preservativo que, por conta da alta sensibilidade proporcionada, promete melhorar a qualidade exatamente do que o nome sugere. Aos apressadinhos, que não seguram a hora certa, talvez seja melhor procurar outra marca.

 

Socorro!


Quem, ao invés de utilizar os préstimos das mulheres de difícil vida fácil da maneira convencional, prefere vestir a capa de pit boy e sair por aí mordendo, que se cuide.
Já estão sendo testadas pelas prostitutas apenas do Tio Sam, por enquanto, sandálias de plataforma que, em caso de emergência, telefonam automaticamente para a polícia.

 

Chute fatal
A julgar pela envergadura do calçado, um sapatão, para ser mais preciso na descrição do objeto, talvez um bom chute no lugar certo ainda ajude, de quebra, a economizar a ligação para a delegacia. Ou danifique o acessório, ou melhor, os acessórios, se me entendem.